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Crónicas Via Oeste

Crónicas Via Oeste

08
Fev26

Mountainish Inhumanity, não foi olvidado por Ian McKellen

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Nesta semana, desejo uma salva de palmas para o divertido e sereno Sir Ian McKellen, pois a sua intervenção há dias no programa do Stephen Colbert, inspirou-me profundamente e um dia espero decorar textos inteiros de Shakespeare como ele.

IanMckellen, começou por revelar no início do programa que decorria o ano de 1964, e ele como ator de teatro comemorava os 400 anos de Shakespeare, interpretado a personagem de Thomas More. Em que é consistia esta peça de teatro? Ele explica:

"Tudo isto aconteceu há 400 anos, e em Londres estava a ocorrer um motim, com as pessoas a queixarem-se da presença de imigrantes que chegaram à cidade. A multidão dizia que os imigrantes deviam ser reenviados para os seus países de origem.Um jovem advogado, Thomas More, reprimiu o motim, dizendo que era contra a lei, e também, apelando à humanidade, lendo um texto de Shakespeare".

E após proferir esta explicação, levantou-se subitamente, e entrou em cena. Reproduzindo na perfeição o magnífico texto Mountainish Inhumanity de Shakespeare que acaba com a frase:

Desprezá-lo-ia como cães, e como se Deus

Não lhe devesse nem o tivesse criado, nem que os elementos

Não lhe fossem todos apropriados para o seu conforto,

Mas sim designados a eles, o que pensaria

De ser tratado assim? É o caso dos estrangeiros:

E esta é a sua desumanidade montanhosa

Apesar de este texto ser de há 400 anos atrás, mantém-se atual, o tema da imigração tem sido debatido por muitos políticos e cidadãos, que consideram que os imigrantes representam uma ameaça à identidade nacional, à segurança pública e à coesão cultural, uma atitude racista. A atitude crítica quanto à imigração manteve-se, mas estas pessoas deviam cada vez mais prestar atenção às palavras sábias de Shakespeare.

Reflexão da Semana

14
Jan26

Pássaro diante de um muro

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A imagem do fotógrafo mexicano Alejandro Prieto, vencedor do prémio Fotógrafo de Aves do Ano, representa um pápa-léguas rodeado de uma paisagem natural e harmoniosa, mas ao mesmo tempo inóspita, uma vez que está diante de um muro da fronteira entre os EUA e o México coberto de arame farpado. A fotografia transmite uma mensagem ambiental e política, sugerindo que a liberdade animal pode estar ameaçada.

 

Sei por que canta o pássaro na gaiola, é um poema de Paul Dunbar, que caracteriza um canto angustiante de um pássaro que visa a liberdade, realizando uma parábola com esta imagem, o pássaro presente também tem a esperança de voar e cruzar o muro fronteiriço(a gaiola). Para além disso o pápa-léguas vê o muro como um objeto bizarro e, por isso, tem de encontrar um novo percurso(uma decisão semelhante a outras milhares de espécies de aves), é perceptível a indecisão que paira pela sua cabeça. Terão os animais de distinguir quando começa uma fronteira e acaba outra? Essa constante inquietação de inserção num habitat, dificulta a pertença da ave; contudo, considero que o longo caminho natural que rodeia o animal, constitui um aspeto positivo. 

Em suma, esta fotografia retrata um pássaro, que serve de exemplo à fragilidade das aves, em residirem numa biodiversidade em rutura. O que impressiona não é a grandeza do muro, nem a quantidade de arame farpado, mas antes a vulnerabilidade de um ser de tamanha pequenez perante a obra humana.

 

09
Jan26

Relembrar o legado de Simone de Beauvoir

 

Neste dia, em 1908, nascia Simone de Beauvoir, ativista pelos direitos das mulheres, existencialista e escritora. Relembrar o seu legado nos dias de hoje é crucial num mundo constantemente dividido por conflitos de género e desigualdades sociais.

É inevitável referir que, para além da carreira intelectual de Simone, ela manteve uma relação aberta (não monogâmica) com Sartre para o resto da vida, relação essa que moldou a sua personalidade e a sua evolução literária, uma vez que ambos liam e comentavam as obras um do outro.

Porém, Simone de Beauvoir foi sobretudo uma ativista pela igualdade dos direitos da mulher, tendo reinventado o conceito de feminismo na sua época. A sua principal obra, O Segundo Sexo, desvenda o mito criado de que a mulher é um ser diferente — “o Outro” — e de que a sua condição é determinada biologicamente. Este livro foi uma expressão audaz do que era um verdadeiro tabu à época. Simone teve a capacidade de explorar o corpo e a condição feminina, abrindo caminho para a emancipação e a liberdade social das mulheres.

Para além disso, Simone foi uma das mulheres que assinou o Manifesto das 343, no qual declarava ter realizado um aborto e exigia a legalização do aborto em França. Tal veio a acontecer em 1975, em grande parte graças a este movimento. Assim, as mulheres puderam reivindicar um direito fundamental, que continua ainda hoje em debate, sobretudo nos Estados Unidos da América.

O que nele me agradava principalmente era o facto de ser capaz de sorrir com distanciamento sobre as coisas e as pessoas, ao mesmo tempo que se entregava intensamente a tudo aquilo a que se dedicava, aos seus prazeres e às suas amizades. Foi com esta frase que Simone de Beauvoir avaliou Albert Camus no primeiro encontro que teve com ele. Ela acreditava que o amor verdadeiro permitiria a liberdade do indivíduo. Era amorosa e experimentou relações com pessoas do mesmo género, incluindo pessoas mais novas do que ela, como aconteceu com algumas das suas alunas — um episódio extremamente controverso e hoje amplamente criticado.

Simone de Beauvoir é uma das maiores figuras do feminismo e uma defensora incontornável dos direitos das mulheres, com um legado que merece ser reconhecido e analisado de forma crítica. As suas ações e reflexões contribuíram para a construção de uma vida feminina mais justa, para a normalização do debate em torno de diferentes modelos de relação e para a defesa do direito ao aborto seguro. O seu pensamento continua a inspirar reflexões essenciais num mundo que ainda enfrenta profundas desigualdades de género.

Se a 'questão feminina' é tão absurda é porque a arrogância masculina a transformou numa 'querela'- Simone de Beauvoir 

 

 

 

 

 

03
Jan26

A ação condenável dos EUA na Venezuela

Foto publicada por Trump, que regista detenção de Maduro

Hoje, dia 3/1/2025, registou-se um ataque militar e a deposição do regime venezuelano, com o rapto de Maduro e da sua mulher.

Trump escolheu o início do ano para perpetuar uma agressão militar à cidade de Caracas, que constitui uma clara violação dos direitos humanos, sendo por isso intolerável e condenável. Independentemente de Maduro ser um ditador e de ter vencido as eleições de forma fraudulenta, não é esta a opinião que pode justificar tal ataque. Aliás, não nutro qualquer simpatia por Maduro ou pelo seu regime antidemocrático, que fique claro! Mas deportar e julgar uma pessoa sem qualquer justificação prévia é também um ato antidemocrático.

Trump prometeu uma "transição democrática" na Venezuela, mas, tendo em conta intervenções americanas similares neste continente e o interesse demonstrado pelos EUA no petróleo venezuelano, é legítimo desconfiar desta dita transição. 

Corina Machado, Nobel da Paz, já se manifestou e pediu para Edmundo González ser o sucessor do ditador Maduro. Espero também que a Nobel da Paz não seja complacente com as ideias de Trump e não instaure um regime neoliberal (como ela própria já sugeriu numa entrevista a Donald Trump Jr.) que ponha em causa a soberania da Venezuela.

Infelizmente, só me resta condenar fortemente a intervenção americana na Venezuela e fazer um apelo à população venezuelana: espero que sejam realizadas eleições democráticas, correspondendo à vontade do povo, para que este possa, finalmente, respirar e gritar liberdade.

 

01
Jan26

Primeiro Piso, Destino: Biblioteca

Home Page

Na minha escola, mora uma biblioteca no primeiro piso.

A biblioteca da minha escola ocupa o primeiro piso, um lugar distante de toda a azáfama presente nos corredores, onde este pequeno “cubículo” ocupa um espaço vital.

Para frequentar este espaço, decido percorrer sempre o mesmo percurso: subo as escadas, repletas de mensagens acerca da literatura, e decoro uma em específico: ter o direito de não ler,. Seguida a aventura das escadas, sigo um corredor que, na minha ótica, representa o tapete vermelho da minha estadia “romântica” com a biblioteca.

Posteriormente, abro a porta de entrada, que representa o fecho de todos os problemas que me tomam e a entrada num oceano de solidão. Ao percorrer as divisões que compõem a biblioteca, verifico que a tal mensagem presente nas escadas se confirma, pois ninguém está a ler. Esse direito foi levado à letra, porque o que realmente observo são pessoas a jogar nos computadores aos altos...

Porém, ignoro essa adversidade , decido seguir o meu caminho e enfiar-me na minha toca, que é a literatura, e mergulhar de vez na perfeita solidão. As próximas horas que passo neste lugar são desfrutadas, sentado cercado de milhares de palavras perfeitamente alinhadas.

27
Dez25

Guerra na Wikipédia: "Wokismo" vs. Conservadorismo Radical

Ilustração de José Alves

 

A noticia é do Público, do dia 23/12/2025: " A direita radical ligada a Trump está em guerra com a Wikipédia, há um plano desenhado pela Heritage Fundation para pressionar e identificar editores da Wikipédia. Musk, Tucker Carlson e Ted Cruz não têm poupado nos ataques à plataforma". Infelizmente é só mais uma vaga da epidemia da constante loucura perpetuada por figuras influentes do MAGA, mas continua a ser chocante, porque estas figuras por terem muito dinheiro e muita influência, nomeadamente Musk, são capazes de eliminar a credibilidade que a Wikipédia tem. Aliás, Musk já colou a enciclopédia online ao wokismo, chamando a mesma de "Wokipédia" e até "Dickipédia", porque alega que esta promove discursos da esquerda radical, apesar de não ter qualquer prova. Mas a alegações falsas são sinónimo do movimento MAGA, e a verdade é que outra figura de extrema direita, Nick Fuentes, afirmou que a Wikipédia se transformou "numa arma ideológica e teológica, usada para destruir os seus inimigos". As consequênciais disto, são claras, como aliás, explica Zarine Kharazian, investigadora da Universidade de Washington: " O risco subsquente de tudo isto é que as pessoas deixem de confiar na Wikipédia como fonte fiável de informação".

Nos indivíduos, a loucura é algo raro - mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra- Nietzsche

 

27
Dez25

Trump, o ditador primitivo

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Recuperei um desenho da ilustradora Sara-a-Dias, datado de 2020, que retrata Donald Trump a ser silenciado, recorrendo a um trocadilho com a sigla MAGA, numa clara alusão à ideia de que Trump precisa de ser silenciado, devido à sua incapacidade de parar de falar. Concordo absolutamente com essa leitura, sobretudo tendo em conta que, nesse mesmo ano, Trump reagiu de forma infantil e irresponsável à derrota nas eleições presidenciais, culminando num apelo direto à subversão da ordem democrática, materializado no ataque ao Capitólio, um dos episódios mais graves da história recente dos EUA.

Embora este retrato seja de 2020, revela-se hoje surpreendentemente atual. A diferença é que, em vez de estarmos a tentar silenciá-lo, é ele quem tenta silenciar os outros, movido por uma loucura narcisista e autoritária que se tem vindo a acentuar.

“Iremos parar imediatamente toda a censura governamental e trazer de volta a liberdade de expressão” ou “sob a minha liderança, restauraremos uma justiça justa, igualitária e imparcial sob a regra constitucional” foram algumas das frases inspiradoras proferidas por Trump na tomada de posse do seu segundo mandato, frequentemente acompanhadas de discursos com traços racistas e divisivos. Estas declarações envelheceram, uma vez que se multiplicam os casos de ataques à democracia, nomeadamente no que diz respeito à liberdade de expressão e à pluralidade política, promovidos ou incentivados pelo próprio presidente, numa autêntica caça às bruxas da era moderna.

Um dos episódios mais chocantes foi o assassinato de Charlie Kirk, influencer conservador e antiaborto. Embora a sua morte tenha sido trágica e condenável, mais condenável foi a instrumentalização política feita por Trump a seguir. Por se tratar de um aliado e amigo, Trump apressou-se a atribuir a responsabilidade à “esquerda radical”, classificando o movimento Antifa como terrorista, ao mesmo tempo que promovia medidas restritivas contra a liberdade de expressão de todos os que se lhe opunham — exatamente o oposto do que havia prometido na tomada de posse.

A Universidade de Harvard foi outro alvo da sua insanidade política. Uma das instituições académicas mais prestigiadas do mundo viu vistos de estudantes imigrantes cancelados e fundos congelados, sob a alegação de não combater adequadamente o antissemitismo. Os media também têm estado sob constante ataque por parte da administração MAGA. Publicações como o New York Times, a BBC, o Wall Street Journal, a CNN e a Time tornaram-se alvos frequentes por se oporem às políticas da Casa Branca. O New York Times chegou mesmo a ser alvo de uma tentativa de processo judicial por parte do magnata americano.

Do mesmo modo, os humoristas — tradicionalmente responsáveis por satirizar a política e criticar figuras públicas — viram esses direitos ameaçados. Stephen Colbert e Jimmy Kimmel tiveram os seus programas cancelados (embora Kimmel tenha regressado posteriormente), um cenário que parece saído de uma realidade paralela, mas que aponta perigosamente para o caminho de uma ditadura, precisamente num país que se proclama como pilar da democracia.

A verdade é que Donald Trump chegou ao segundo mandato com uma vontade desmedida de se afirmar como ditador, ainda que de forma primitiva. No meio desta tentativa de silenciar a opinião pública que lhe é desfavorável, surgem episódios tão patéticos quanto perturbadores: escutas em que afirma gostar de “meninas mais pequenas”, fotografias ao lado de Jeffrey Epstein,alteração de documentos históricos, encontros com líderes internacionais transformados em meros desfiles de auto-promoção, vídeos gerados por inteligência artificial com conteúdos fictícios, e amizades com figuras, no mínimo,  polémicas.

Não há dúvidas de que Donald Trump é um dos piores presidentes da história dos Estados Unidos. O seu poder financeiro, aliado às relações próximas com magnatas e elites económicas, permite-lhe disseminar o ódio através das redes sociais, condicionar a liberdade de expressão e, sobretudo, corroer os alicerces da democracia — algo que parecia impensável num país como os EUA.

 

10
Dez25

Cicatrizes, Dino Santiago

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Este livro é uma história de superação, um manifesto contra aquelas pessoas que o moldaram devido à sua cor distinta. Uma autobiografia de um artista e ativista que viveu grande parte da sua vida num bairro envolto em drogas e carnificina, este livro é também um manisfesto a todos os heroís de Claudino, os seus amigos, pais e irmãos que lhe deram mão quando ele tanto precisava e ajudaram-no a chegar onde chegou. Dino tem uma compaixão inegostável para com os seus, porque foi naturalmente educado dessa forma. Dino tem a curiosa capacidade de tranformar dor em amor, e é isso que ele faz por todo o livro invocando heroís da luta contra o racismo, para exemplificar a maldade do racismo, numa linguagem plenamente amorosa. Acompanhei o progresso da carreira do Dino, e notei que deixou de ser um simples músico, mas tornou-se um ativsta que carrega as suas cicatrizes para  plantar  e promover a paz e a igualdade racial. 

Encontrei o Dino, no outro dia e pedi-lhe um autógrafo, transmiti-lhe toda minha adoração  por ele, e ele agradeceu-me muito, não me tratou como um simples fã, tratou-me como uma pessoa especial, o que me fez constantar duas coisas: que ele trata todas as pessoas assim e que ele é uma pessoa magnífica.

A cor da minha pele era uma sentença antes de eu poder escrever a minha própria história, e o chão que pisava, uma vala aberta onde os sonhos se afundam lentamente, um por um- Dino Santiago

 

10
Dez25

Excertos da conversa de Svetlana Alexievich no Fólio Festival 2025

Svetlana Alexievich- Fólio Festival 11/10/2025

As histórias das mulheres camponesas eram mais fortes que as histórias de livros inteiros

Não há necessidade de inventar nada, porque a realidade já é muito bonita

O comunismo foi uma ideia que acabou com rios de sangue e valas comuns

 Não deixem ganhar os populistas, não os deixem roubar o vosso país!

 

 

10
Dez25

Acerca das comemorações do 25 de novembro

Percebo a importância que tem o 25 de Novembro de 1975, porém é rídiculo a equiparação que este governo maioritariamente de direita, faz da data que contribiu para a sustentação da democracia e da data em que derrubamos uma ditadura(25 de Abril). È indiscutível o grau de superioridade do 25 de Abril, a revolução dos cravos  devolveu aos portugueses direitos fundamentais que durante décadas lhes tinham sido negados e trouxe a a liberdade de expressão, o pluralismo político e partcipação cívica. A exerbação do 25 de Novembro coincide com o ascenso de uma direita ultraconservadora, radical, populista que vive com  um desejo de vingança, porque sempre viveu mal com o 25 de Abril.

 Assisto às comemorações do 25 de Novembro, com uma certa amargura, qual é a necessidade de organizar uma parada militar, num mundo onde a guerra destroí vidas humanas, qual é a necessidade de substituir os cravos vermelhos pelas rosas brancas, qual é a necessidade de criar um feriado em honra desta data? Qual é a necessidade da direita materializar e exarcebar esta data, criando conflitos desnecessários e desvaloriando o 25 de Abril?

 Acho que os índividuos que participaram no 25 de Novembro, não ficariam felizes com as comemorações que se assistem atualmente. E utilizo como  exemplo o general Rodrigo Sousa e Castro, do Grupo dos Nove que em entrevista ao Público referiu que esta foi um "ajuste de contas entre miltares" e que " não estivemos à beira de uma guerra civil, entre outras afirmações como a posição de esquerda moderada do Grupo dos Nove, críticas ao governo atual e o facto de ele ter referido outras datas como comparáveis ao 25 de Novembro.

 A minha posição quanto à grande questão de criar um feriado em torno desta data, é clara. Defendo a comemoração do 25 de Novembro, mas pelos os argumentos que apresentei a data não deveria ser um feriado e menos ainda ser comparada com o 25 de Abril. O 25 de Novembro foi um acontecimento histórico que nos devemos orgulhar, contudo não foi perfeito. É irónico que as pessoas que mais apoiam este movimento sejam as que perderam o 25 de Novembro!

 E atirar culpas para os da frente, para os de 25 de Abril, para os de 28 de Setembro, para os de 11 de Março, para os de 25 de Novembro, para os de... que dia é hoje, hã - FMI, José Mário Branco.

 

  

   

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